Busca

/Blog Hugo Leal

Deputados do Parlasul debatem transporte hidroviário

A Comissão de Viação e Transportes e a Representação Brasileira no Parlamento do Mercosul (Parlasul) promoveram debate, nesta quinta-feira (13/7), seminário para debater o transporte hidroviário no Mercosul. “As hidrovias constituem-se em um dos melhores modais de transporte. O Brasil possui cerca de 25 mil quilômetros de vias navegáveis que podem ser utilizados para o transporte de cargas em todo o País, conforme estudo da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq)”, ressaltou o deputado federal Hugo Leal, integrante do Parlasul e que propôs a realização do evento na Câmara.

Participaram ainda do seminário a senadora Martha Elizabeth Palacios Melgarejo, presidente da Comissão de Infraestrutura, Transporte, Recursos Energéticos, Agricultura, Pecuária, e Pesca do Parlamento do Mercosul, Adalberto Tokarski, diretor-geral da Antaq, Erick Medeiros, diretor de Infraestrutura Aquaviária, do DNIT (Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes), o Capitão de Mar e Guerra, Maurício dos Santos Silva, da Divisão de Portos e Hidrovias da Marinha, e Arthur Cezar Rocha Cazella, coordenador geral de combate ao contrabando e descaminho da Receita Federal – além de deputados do Parlasul: Ricardo Canese (Paraguai), Rubén Bacigalupe (Uruguai) e Eliana Bertón (Bolíiva).

De acordo com o deputado Hugo Leal, é fundamental fortalecer os modais hidroviários na matriz de transportes. “Das 12 regiões hidrográficas no país, quatro merecem especial atenção no âmbito do Mercosul: bacia Amazônica, do Paraná, do Uruguai, e do Paraguai. Para se ter uma ideia dos nossos recursos hídricos, a da região Amazônica – considerada a mais extensa do mundo – representa 80% das hidrovias brasileiras”, afirmou o parlamentar na abertura do seminário.

Uma das metas do Ministério dos Transportes do Brasil era diversificar a matriz logística nacional. Conforme dados daquele ministério, em 2011 o modal rodoviário absorvia 52% do transporte de cargas, o ferroviário 30%, o hidroviário 13% e o dutoviário e aeroviário foram responsáveis pelos restantes 5%. Para 2025, a projeção era de que o rodoviário caia para 30% e o ferroviário e o hidroviário subam, respectivamente, para 35% e 29%. “Nesse contexto, destacam-se os milhares de quilômetros de hidrovias que podem ser utilizadas para uma maior integração de transportes no âmbito do Mercosul”, argumentou o deputado Hugo Leal.

Deixe um Comentário