De: José Cláudio Costa Ribeiro
Mensagem: Deputado Hugo Leal, Primeiramente gostaria de manifestar minha admiração por seu trabalho em favor da melhoria do trânsito. De homens públicos assim que a sociedade precisa. Parabéns! Trabalho no órgão de trânsito do Município de São Luis, capital do Estado do Maranhão, V. Exa. como Deputado pelo Rio de Janeiro talvez pudesse ajudar-me a obter maiores detalhes sobre o Projeto da Lei Seca ali executado, tenho informações de que é um dos melhores do país. Desde já grato por sua atenção. Cláudio Ribeiro.
Resposta: Sr. José Claudio.
Em primeiro lugar, meus agradecimentos pelas palavras elogiosas que me estimulam a prosseguir – de forma cada vez mais intensa e decidida –com a missão parlamentar em defesa da vida e da segurança no trânsito.
A chamada OPERAÇÃO LEI SECA desenvolvida no estado do Rio de Janeiro é um verdadeiro caso de sucesso porque, como acontece em países que resolveram enfrentar o problema da violência no trânsito, é uma política de governo e não apenas uma campanha episódica.
Tudo começou quando membros de uma organização social ligada às vítimas de trânsito (a Ong TRÂNSITOAMIGO) na pessoa do renomado médico traumatologista Marcos Musafir, em reunião com o Secretário de Governo, apresentou as trágicas estatísticas do trânsito no mundo, no Brasil e –muito especialmente – no estado do Rio de Janeiro. Neste momento nascia a decisão política do governo do Rio em enfrentar o problema. A TRÂNSITOAMIGO foi então instada a oferecer sugestões o que de fato foi feito dias depois, em janeiro de 2009, com a apresentação de um Programa de Prevenção Contra a Violência no Trânsito no estado com sugestões de iniciativas pontuais que visavam atingir com precisão cirúrgica os pontos críticos e de maior responsabilidade nos índices de mortes e lesões no trânsito.
E, dentre esses, a combinação bebida e direção aparece com relativo destaque, notadamente entre a população mais jovem.
Houve então a decisão do governo do estado do Rio de Janeiro em focar na questão da alcoolemia ao volante. O Brasil ainda vivia sob o impacto extremamente positivo da adoção da Lei 11.705/08 de minha autoria que, dentre outras medidas, implantava a TOLERÂNCIA ZERO para o condutor de veículos automotores. O tema foi pauta diária dos principais jornais do país que discutiam os benefícios desse tipo de controle com base nos casos de sucesso no mundo.
Em abril de 2009 nasceu a Operação LEI SECA como uma ação de governo, de cunho fiscalizatório e educativo, envolvendo entidades públicas das três esferas de governo (estado, através do DETRAN e da PM; municípios, através das guardas municipais e União, através da Policia Rodoviária Federal) e organismos da sociedade civil como a própria Ong TRÃNSITOAMIGO, a UFRJ (liga de trauma), a Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia e a Associação de Deficientes Físicos.
Os resultados foram imediatos. Desde o primeiro mês de operação– que acontece todos os dias da semana – os dados da violência no trânsito no estado dom Rio de Janeiro tem experimentado decréscimos. De acordo com o último balanço do GSE (Grupamento de Socorro e Emergência) do Corpo de Bombeiros, mais de 4.800 vidas foram salvas de abril de 2009 a abril de 2010.
O exemplo do Rio tem servido como referência da Organização Mundial de Saúde para os países que decidem enfrentar o problema e começa a ser copiado em outros estados brasileiros, numa verdadeira corrente em defesa da vida.
Saudações,
Hugo Leal
Em primeiro lugar, meus agradecimentos pelas palavras elogiosas que me estimulam a prosseguir – de forma cada vez mais intensa e decidida –com a missão parlamentar em defesa da vida e da segurança no trânsito.
A chamada OPERAÇÃO LEI SECA desenvolvida no estado do Rio de Janeiro é um verdadeiro caso de sucesso porque, como acontece em países que resolveram enfrentar o problema da violência no trânsito, é uma política de governo e não apenas uma campanha episódica.
Tudo começou quando membros de uma organização social ligada às vítimas de trânsito (a Ong TRÂNSITOAMIGO) na pessoa do renomado médico traumatologista Marcos Musafir, em reunião com o Secretário de Governo, apresentou as trágicas estatísticas do trânsito no mundo, no Brasil e –muito especialmente – no estado do Rio de Janeiro. Neste momento nascia a decisão política do governo do Rio em enfrentar o problema. A TRÂNSITOAMIGO foi então instada a oferecer sugestões o que de fato foi feito dias depois, em janeiro de 2009, com a apresentação de um Programa de Prevenção Contra a Violência no Trânsito no estado com sugestões de iniciativas pontuais que visavam atingir com precisão cirúrgica os pontos críticos e de maior responsabilidade nos índices de mortes e lesões no trânsito.
E, dentre esses, a combinação bebida e direção aparece com relativo destaque, notadamente entre a população mais jovem.
Houve então a decisão do governo do estado do Rio de Janeiro em focar na questão da alcoolemia ao volante. O Brasil ainda vivia sob o impacto extremamente positivo da adoção da Lei 11.705/08 de minha autoria que, dentre outras medidas, implantava a TOLERÂNCIA ZERO para o condutor de veículos automotores. O tema foi pauta diária dos principais jornais do país que discutiam os benefícios desse tipo de controle com base nos casos de sucesso no mundo.
Em abril de 2009 nasceu a Operação LEI SECA como uma ação de governo, de cunho fiscalizatório e educativo, envolvendo entidades públicas das três esferas de governo (estado, através do DETRAN e da PM; municípios, através das guardas municipais e União, através da Policia Rodoviária Federal) e organismos da sociedade civil como a própria Ong TRÃNSITOAMIGO, a UFRJ (liga de trauma), a Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia e a Associação de Deficientes Físicos.
Os resultados foram imediatos. Desde o primeiro mês de operação– que acontece todos os dias da semana – os dados da violência no trânsito no estado dom Rio de Janeiro tem experimentado decréscimos. De acordo com o último balanço do GSE (Grupamento de Socorro e Emergência) do Corpo de Bombeiros, mais de 4.800 vidas foram salvas de abril de 2009 a abril de 2010.
O exemplo do Rio tem servido como referência da Organização Mundial de Saúde para os países que decidem enfrentar o problema e começa a ser copiado em outros estados brasileiros, numa verdadeira corrente em defesa da vida.
Saudações,
Hugo Leal