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Deputados debatem problemas de hospitais federais no Ministério da Saúde

Longas esperas para marcação de consultas e atendimentos, problemas estruturais nas instalações, falta de médicos e dificuldade na gestão de recursos: essa lista de problemas faz parte detalhado diagnóstico relatado por integrantes da Comissão Externa da Câmara dos Deputados — destinada a acompanhar a situação dos hospitais federais no Rio de Janeiro – ao secretário de Atenção à Saúde, Francisco de Assis Figueiredo, e ao Diretor do Departamento Gestão Hospitalar (DGH), Marcus Vinícius Dias, em reunião nesta quinta-feira (13/7). “Fizemos um relato dos problemas encontrados nas seis unidades já visitadas e pedimos urgência para resolver a situação de profissionais em fim de contrato”, explicou o deputado Hugo Leal (PSB/RJ), coordenador da bancada do Rio e integrante da Comissão Externa.

O secretário Francisco de Assis Figueiredo explicou aos parlamentares que um dos grandes problemas do Rio de Janeiro é que as Unidades de Pronto Atendimento (UPAs), geridas pelo governo estadual, estão sem médicos. “Isso faz com que os seis hospitais federais absorvam estes atendimentos, que não são característicos dessas unidades”, acrescentou. Também participaram do encontro os deputados Rosângela Santos (PRB/RJ), e Chico D’Ângelo (PT-RJ) também integrantes da comissão. O deputado Hugo Leal destacou os problemas nos sistemas de regulação, que resultam em longa demora para a marcação de atendimentos. “Não existe prioridade no atendimento em hospitais do Rio”, observou o parlamentar.

Diretor do Departamento Gestão Hospitalar (DGH), Marcus Vinícius Dias explicou que o governo federal está trabalhando para levantar todos os problemas. “Existem vários pontos sensíveis que precisam ser trabalhados: a maioria dos profissionais não aceita cadastro em pontos biométricos (essa medição visa atender ao acórdão do TCU, de 2013. Outra questão é que 23% dos equipamentos instalados necessitam de reparos”, esclareceu.

O secretário de Atenção à Saúde mostrou o plano de recuperação dos hospitais federais que está sendo desenvolvido pelo Ministério da Saúde e disse que pretende fazer uma reunião conjunta com os diretores de todas as unidades federais no Rio para decidir pontualmente as questões mais urgentes. O Governo Federal atua na gestão de seis hospitais no Rio – Hospital Geral de Bonsucesso, Hospital de Ipanema, Hospital da Lagoa, Hospital Cardoso Fontes, do Andaraí,e Hospital dos Servidores do Estado – e dos institutos Nacional do Câncer, de Traumato-Ortopedia e de Cardiologia.

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